A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a enfermeira Maria Shirlei Piontkievicz. Acusada de ofender e ameaçar o ministro Flávio Dino durante um voo comercial, ela agora figura como ré em um caso que atraiu a atenção nacional.
O Incidente no Voo
O episódio se desenrolou em 1º de setembro de 2025, num voo de São Luís a Brasília. A acusação afirma que Maria Shirlei dirigiu ofensas diretas ao ministro, chamando-o de 'lixo' e provocando tumulto entre os passageiros. O ministro Flávio Dino, que se dirigia a uma sessão importante do STF, teve que ser protegido pela equipe de segurança e pela Polícia Federal.
Os Crimes Imputados
Maria Shirlei responderá por injúria qualificada, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo. Os ministros do STF consideraram que havia indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes, levando à decisão de torná-la ré.
A Defesa e os Argumentos
Na sua defesa, Maria Shirlei argumentou que os fatos não estavam relacionados aos inquéritos das fake news ou milícias digitais, contestando a competência do STF para julgar o caso. Além disso, a defesa alegou a falta de provas concretas e pediu a rejeição da denúncia.
Rejeição dos Argumentos
O relator Alexandre de Moraes, no entanto, rejeitou todos os argumentos apresentados pela defesa. Ele destacou que a denúncia detalha os eventos de maneira clara e que há conexão com investigações em curso sobre a desinformação e ameaças ao Estado democrático de direito.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
