O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um novo Conselho da Paz que funcionará fora do sistema das Nações Unidas. Este conselho, segundo um rascunho do estatuto obtido por agências de notícias, detalha regras de adesão e um modelo de governança que centraliza poderes em Trump, indicado como presidente inaugural.
Objetivos do Conselho da Paz
O Conselho da Paz foi projetado para promover a estabilidade e garantir uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos. Para que o órgão se torne oficial, é necessário que pelo menos três Estados concordem com o estatuto.
Contribuição Financeira e Mandatos
Os países que desejam uma vaga permanente no conselho devem contribuir com pelo menos US$ 1 bilhão. Essa quantia asseguraria a permanência sem restrições de mandato, enquanto outros membros teriam mandatos de até três anos, com possibilidade de renovação.
Poderes do Presidente do Conselho
Donald Trump, como presidente do Conselho da Paz, terá a autoridade de convidar novos membros, aprovar a pauta das reuniões e definir datas e locais para os encontros. O texto também permite que o presidente remova membros com a aprovação de uma maioria de dois terços.
Conexão com o Conflito em Gaza
O novo Conselho da Paz terá uma ramificação específica voltada para o conflito em Gaza, que visa estabelecer um governo de transição e promover a reconstrução da região. Isso faz parte de um plano mais amplo apoiado por Washington.
Convites e Reações
Convites foram enviados a aproximadamente 60 países, incluindo líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei e Mark Carney. A resposta de Lula ao convite ainda não foi divulgada oficialmente.
Críticas ao Plano
Críticos expressaram preocupações sobre o impacto do conselho no funcionamento da ONU e a concentração de poder nas mãos do presidente. Além disso, há resistência ao modelo financeiro proposto e à falta de coordenação com países diretamente afetados pelos conflitos.
Questões Pendentes
O estatuto do Conselho da Paz ainda está em fase de elaboração e negociação. Muitos países se opõem ao texto atual e discutem respostas às propostas, enquanto detalhes sobre critérios de adesão e a utilização dos recursos financeiros permanecem indefinidos.
Fonte: https://www.infomoney.com.br
