Há cinco anos, o Brasil iniciava um caminho significativo no combate à pandemia de Covid-19. Em 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans se tornou a primeira pessoa vacinada no país após a aprovação emergencial de vacinas pela Anvisa.
Início da Vacinação
Mônica Calazans, que já havia participado dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, foi escolhida para esse momento histórico. Na época, ela atuava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, um hospital que atendeu milhares de pacientes durante a pandemia.
A Cerimônia de Vacinação
Durante a cerimônia, Mônica expressou sua emoção ao receber a vacina, refletindo sobre a tragédia que a pandemia trouxe para muitas famílias, incluindo a sua. Sua reação foi um símbolo de esperança para todos.
Distribuição das Vacinas
A vacinação em todo o Brasil começou no dia seguinte, com a chegada de 6 milhões de doses da Coronavac, produzidas na China. A partir de 23 de janeiro, a campanha foi reforçada com vacinas da Oxford/Astrazeneca.
Públicos Prioritários
Focando nos grupos mais vulneráveis, a campanha priorizou trabalhadores de saúde, idosos e indígenas. Nesse período, o Brasil enfrentava a variante Gama, que se mostrou mais letal.
Impacto da Vacinação
Com o avanço da vacinação, dados indicam uma queda significativa nas hospitalizações e mortes entre idosos. Estima-se que, nos primeiros sete meses, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes foram evitadas.
Crescimento na Produção
Os institutos Butantan e Fiocruz aumentaram a produção local das vacinas, o que permitiu um aumento expressivo de doses administradas ao longo do ano. No total, 339 milhões de doses foram aplicadas.
Desafios e Atrasos
Apesar dos avanços, estudos indicam que um número considerável de hospitalizações e mortes poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo. A vice-presidente da Avico destacou a negligência do governo na implementação do programa.
